quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Como serafins

Descobriram sem querer a melodia da morte.
Sem saber, souberam que era vida e dela não quiseram mais se desprender.
O segredo foi revelado.
Cada nota tocada, uma lagrima que caía.
Cada clamor do espírito em solidão, uma entonação comovente.
O ritmo que se alternava, passos que apressadamente ou vagarosamente insistiam em não sair de um mesmo lugar.
Escutaram tua música. Tua voz chegou aos ouvidos dos que encontraram o mais profundo isolamento. No entanto, ninguém ainda cantou como tu.
Cantam para si mesmos. Por isso vivem amargura.
Mas, por favor! Não deixes de cantar, nem de bater os pés no chão.
Sei que um dia teus pés cansarão e, voando, tocarás um por um com tua doce e impactante voz, e então, todos cantarão vida à vida.

2 comentários:

Renato Snowareski disse...

Viva o surrealismo...
VC CONSEGUIU ALIAR O CAOS À UMA SEQUENCIA LINEAR...
ótimo texto...
como sempre, minha querida poetisa, me surpreendendo..
t amo...

Deborah Isoton disse...

What can I say??

Estou destreinada, tive que parar um tempo pensando no que vc quis dizer, rs.

Sequência lógica de raciocínio bem interessante honey. Em pensar que tudo isso descreveu um instante simples e corriqueiro.

Interessante notar como seu estilo vêm se modificando.

kisses