Esperando pela mensagem de ordem divina
Enquanto espíritos se queimam em dor;
Mas que seja cumprida a minha sina,
A de nunca deixar reinar o amor.
Que se apague a luz do olhar,
Que se esqueça o sorriso da criança,
Que ninguém tenha a quem amar,
Que se acabe o último fio de esperança.
Em meu cálice, o sangue deles vejo.
Ao hesitar-me em beber:
“Será este o meu desejo?”
Lembro-me do verde que se vai.
Dei valor ao vinho tinto.
E assim, sem pensar mais,
Que seja feita a vontade do meu pai!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Alívio
Eis meu desolado coração,
sangrando e ainda pulsando,
entre o fel da cruel mão
que os mais belos sonhos vai dilacerando.
Os meus olhos, dos quais o brilho
foi tomado pelo olhar cheio de rancor,
chegam a ver massacrados os restos de ilusão
que clamavam vida em meio a tamanha dor.
E enquanto a morte me procura,
minha alma já habita o inferno dos desconhecidos;
Quando ela pousar sua mão em meu ombro, assim direi:
"Maldita sejas tu, que demorou a chegar, que não me tomou,
enquanto viva eu morria".
sangrando e ainda pulsando,
entre o fel da cruel mão
que os mais belos sonhos vai dilacerando.
Os meus olhos, dos quais o brilho
foi tomado pelo olhar cheio de rancor,
chegam a ver massacrados os restos de ilusão
que clamavam vida em meio a tamanha dor.
E enquanto a morte me procura,
minha alma já habita o inferno dos desconhecidos;
Quando ela pousar sua mão em meu ombro, assim direi:
"Maldita sejas tu, que demorou a chegar, que não me tomou,
enquanto viva eu morria".
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