Anjos do céu, declamo que cantarei sim,
cantarei à natureza que tão bem faz à mim.
Glória à sombra que as árvores nos ofertam
Glória àquelas maçãs do Éden que nos alertam.
Viva aos espinhos da rosa mais bela,
ao que resta quando não há mais cores,
à vida que consigo traz a morte tão certa,
ao parto natural de um Deus cheio de dores...
Já andei tanto por este sol ardente
que meu corpo e minha'lma
agora clamam a lua atraente.
Não, não quero luz, nem vivas cores,
nem amores...
Vida à morte!
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