domingo, 19 de outubro de 2008

Das vozes

Desgraçada que à poesia invade
com seus infelizes anseios.
Por acaso, o mundo, de madições e pragas
já não está tão cheio?
Se assim queres continuar,
vá para o inferno levar seus não-desejos.

Por que não versar para as flores,
as árvores, o vento, o sol, as vivas cores?
Se te aborreces o amor, a humanidade,
por que insistes em versar a complexidade?

Viva ao simples, ao que realmente é,
ainda que não se tenha fé
viva tão somente o presente
que a vida será bem mais contente.

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